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Conclusão
Lançamento de Livro | 2026 | CRIAR E PRODUZIR V
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Teatro Nacional São João
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Salão Nobre TNSJ
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O Começo Perdido: Mixtape #1
Teatro Nacional São João
de Pedro Martins Beja
tradução de Helena Topa
posfácio de Florian Hirsch
O texto, desenvolvido em parte como work in progress, em conjunto com o ensemble composto por Hana Sofia Lopes, Fábio Godinho, Jorge Mota, Markus Steinkellner, Matthias Koch e por Florian Hirsch, durante os ensaios no Théâtre National du Luxembourg, leva-nos numa viagem ao inquietante, ao reprimido e ao inconsciente. Uma viagem que, no final, se vai, porventura, "dissolver numa última recordação". Para lá das ligações concretas com o Luxemburgo e Portugal, a peça dá constantes indicações que ultrapassam este contexto particular. No local descobre o global, no biográfico, o geral, na solidão individual, a solidão metafísica. Os seus temas, sobretudo o da identidade e respetiva busca, e a experiência da estranheza, são universais, sendo que esta última, associada à experiência da xenofobia, é, infelizmente e logo para começar, comum às pessoas com história de migração. (Do Posfácio)
O Começo Perdido: Mixtape #1 -
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Os Nossos Dias Poucos e Desalmados
Teatro Nacional São João
de Mark O'Rowe
tradução Francisco Luís Parreira
Paddy: Porque é que tás a fazer isto? Hughie: Uma cena que aprendi hoje, Paddy. (Pega na mala e numa lata de cerveja, olha pela janela, depois na direcção da porta.) Uma cena que tu ajudaste a ensinar. Paddy: O quê? Hughie: Tu e a cota. (Abre a porta. Virase para Paddy.) Um gajo faz aquilo que lhe convém Paddy: Hughie Hughie: desde que depois se aguente à bronca. Tá certo ou não?
Os Nossos Dias Poucos e Desalmados -
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Elogio do Teatro
Teatro Nacional São João
de Alain Badiou com Nicolas Truong
Tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O teatro foi sempre violentamente atacado: há milénios que o teatro está sob suspeita, é objecto de interdição pelas igrejas, atacado por filósofos célebres como Nietzsche ou Platão, considerado por autoridades diversas como susceptível de actividade subversiva ou crítica. Esteve ligado à maior parte dos grandes empreendimentos revolucionários, que muitas vezes criaram um teatro no decorrer da sua existência. Ele está instalado, mas de uma maneira que convém proteger e amplificar. [] Temos inevitavelmente de regressar à distinção [] entre o domínio da arte, invenção de formas novas adequadas a um distanciamento em relação àquilo que nos domina, e o domínio do divertimento, que é uma parte constitutiva da propaganda dominante. O teatro exige que se active fortemente esta distinção. Porque ele é, como proclama Mallarmé, uma arte superior."
Alain Badiou
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As Criadas
Teatro Nacional São João
de Jean Genet
tradução e prefácio de Luísa Costa Gomes
Obra primeira, inaugural do transbordar de variantes na escrita dramática de Genet, As Criadas (1947) trata de um delito cismado, sonhado, ritualizado como uma missa negra. Duas criadas irmãs congeminam o homicídio da sua patroa, entregando-se a uma espiral de jogos de representação, espaço cerimonial de um sacrifício. Em 2016, instigada pelo encenador Simão do Vale Africano, Luísa Costa Gomes traduziu pela primeira vez em Portugal a "versão Genet", aqui publicada, que difere da chamada "versão Louis Jouvet", o texto da primeira encenação dAs Criadas, tornado canónico nas inúmeras representações da mais representada das peças do dramaturgo francês. Conta Genet que, na altura da estreia, um crítico de teatro fez notar que as verdadeiras criadas não falam como as da sua peça. "Pretendo o contrário", replicou. "Porque se eu fosse criada falaria como elas. Em determinadas noites. Porque as criadas só falam assim em determinadas noites."
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Bruscamente no Verão Passado
Teatro Nacional São João
de Tennessee Williams
tradução de Ana Luísa Amaral
prefácio de Maria Sequeira Mendes
Com um título que se lê como um haiku, Bruscamente no Verão Passado (1958) labora no terreno de eleição do teatro: a memória. Nessa "câmara de ecos", a história de Sebastian, de Catharine, da Sra. Venable e do Dr. Cukrowicz pulveriza-se. Quem era Sebastian? O que lhe aconteceu nessa tarde de Verão tão luminosa que "era como um grande osso branco de uma fera gigante que tivesse pegado fogo ao céu"? Na recordação dessa luz irrompem o negrume e uma pergunta: qual é, afinal, a verdade? A destreza dos diálogos e um luxuriante vocabulário de imagens e sons revelam a voracidade do desejo, a ambiguidade das personagens. E a sua solidão, que só a poesia resgata. A tradução é de Ana Luísa Amaral (1956-2022), poeta que nos deixou bruscamente, no Verão passado. O seu "olhar diagonal" não poderia ter pousado em peça mais próxima do verso de Emily Dickinson que lhe era caro: "Diz toda a Verdade mas di-la oblíqua."
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Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos
Teatro Nacional São João
de Tom Stoppard
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Rosencrantz e Guildenstern, personagens secundárias no Hamlet de Shakespeare, passam a personagens centrais na peça de Tom Stoppard; centrais e, quase que abusivamente, sempre presentes em cena, sem deixarem, ainda assim, de ser secundárias, subalternas, derivadas. é este o jogo e o gozo da escrita teatral de Stoppard. Gozo que não terá sido totalmente puro e inocente, antes contendo uma certa dose de maldade, talvez a necessária para que o jovem escritor tinha 29 anos em 1966, quando a peça se estreou se pudesse afirmar face ao dramaturgo dos dramaturgos. Do prefácio, João Paulo Esteves da Silva
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A Cena
Teatro Nacional São João
de Valère Novarina
tradução e prefácio Isabel Morujão
ISAíAS ANIMAL: é verdade, ora diz-me lá, é mesmo verdade que a força que nos atrai e afasta nos faz ver o movimento amante do universo, e que quando estamos apaixonados encontramos num ápice o movimento estelar e a explosão asteróide - é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o universo, que cada parcela do universo é inteiramente magnetizada - é verdade, diz-me, é mesmo verdade que só o tempo explica a linguagem e que ele a expande em drama no espaço? é verdade, diz-me lá, é mesmo verdade que cada palavra poderia tornar-se um objeto, se Deus o quisesse? Aqui mesmo, no momento presente. é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o olhar que outro nos lança nos leva a ver, que o silêncio que outro nos empresta nos leva a falar? é verdade, diz-me, é mesmo verdade - é verdade que nesta peça tudo é verdade? Aqui mesmo no universo e no momento presente?
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Despesas de Representação
Teatro Nacional São João
Despesas de Representação Ditos e Escritos (1975-2025)
de Ricardo Pais
organização editorial Pedro Sobrado
"Numa das minhas recentes insónias, estive a ler sobre o nada e sobre o infinito", confessa Ricardo Pais na Conferência Improvisada, publicada no Manual de Leitura de al mada nada, em 2014. Do nada ao infinito, cabem cinquenta anos de intensa criação artística e um vastíssimo conjunto de documentos produzidos pelo encenador, que facilmente se converteria numa biblioteca com vários volumes. Despesas de Representação: Ditos e Escritos (1975-2025) propõe, num só livro, uma criteriosa seleção de textos e entrevistas, até agora dispersos ou mesmo indisponíveis, cujo valor excede a circunstância que lhes deu origem. Com organização editorial de Pedro Sobrado, Despesas de Representação é uma tentativa de ordenar esse incomensurável legado, reconstituindo não só o pensamento de um dos nossos mais ousados e instigantes criadores cénicos, mas também um capítulo importante da história teatral dos últimos 50 anos. "Ler até tresler é parte da nossa profissão", diz uma das atrizes de Madame, de Maria Velho da Costa, que Ricardo Pais encenou em 2000. Livros como este convidam a não menos do que isso: ler até tresler. Do nada ao infinito.
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Caravana
Teatro Nacional São João
de João Luís Barreto Guimarães
Posfácio, Vera San Payo Lemos
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O Grande Teatro do Mundo
Teatro Nacional São João
de Pedro Calderón de la Barca
tradução e notas de José Bento
prefácio de Guillermo Heras
Texto referencial de um género específico, o auto sacramental da Espanha seiscentista, esta é uma peça alegórica em um acto, sem estrutura temporal, de tema principalmente eucarístico, destinada a ser apresentada no dia do Corpo de Deus.
As personagens de O Grande Teatro do Mundo são, na sua maioria, de natureza simbólica, não lhes estando associada qualquer "construção psicológica". A ideia do mundo como uma contínua representação teatral ancora a sua essencialidade poética. Por detrás do veio ideológico/eclesiástico que a estrutura, e de uma fina análise de classes, sobressai o fulgor da poética calderoniana. A luxúria das suas metáforas e metonímias e o ritmo interno da versificação revelam um oratório cuja proposta é eminentemente lírica. Reconhecido divulgador da poesia espanhola clássica e contemporânea, o poeta José Bento (1932-2019) assina a tradução.
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Histórias do Teatro
Teatro Nacional São João
de Tobin Nellhaus
tradução
Um verdadeiro atlas do teatro, que desafia a uma viagem pelo mundo das artes cénicas. Com um panorâmica transnacional e transtemporal - alheia a fronteiras conceptuais -, Histórias do Teatro desvenda de que forma esta arte se tornou central nas culturas da Ásia, de África, das Américas e da Europa. Das práticas ancestrais às expressões mais disruptivas da actualidade, este livro integra os factores sociais, políticos e tecnológicos na caracterização de uma arte múltipla, instável e vibrante.
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O Barrete de Guizos e Outras Peças
Teatro Nacional São João
de Luigi Pirandello
tradução e prefácio de Simão do Vale Africano
Luigi Pirandello nasceu em Agrigento, pequena cidade siciliana, tendo um conhecimento íntimo e próximo das pessoas que habitavam aquele interior pouco povoado e árido. A maneira como constrói os personagens a partir da sua própria concepção da língua é, para mim, o factor mais interessante, de entre vários, da sua obra. (...) Os heróis de Pirandello não têm capa, nem espada, muito menos armadura, são frágeis, têm muitas vezes uma necessidade quase educada de se expressarem. São pessoas "possíveis", por vezes feias ou velhas, que se deparam constantemente com a vida como quem se depara com uma ironia. Esta, chamemos-lhe de forma simplória, simplicidade caracterial é uma força comunicacional à qual o autor se agarra com avidez. (Do prefácio)
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Lançamento de Livro | 2026 | CRIAR E PRODUZIR V
Formação & Educação | Apresentação
Teatro Nacional São João
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Lançamento de Livro | 2026 | CRIAR E PRODUZIR V -
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