Auto da Barca do Inferno | Gil Vicente | Teatro Nacional São João | Sala Ricardo Pais | domingo | 22 nov 2026 | 16:00
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Sector
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P. Un.
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Livres
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Plateia
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16,00€
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151
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Frisas
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24,00€
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2
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Tribuna
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16,00€
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57
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1º Balcão
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12,00€
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18
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2º Balcão
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10,00€
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21
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Camarotes 1ª Ordem
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40,00€
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3
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Camarotes 1ª Ordem
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20,00€
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4
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Camarotes 2ª Ordem
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15,00€
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4
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Neva
Teatro Nacional São João
de Guillermo Calderón
tradução Joana Frazão
prefácio de Guillermo Calderón
Neva é uma peça sobre o Chile. Um grupo de atores ensaia uma peça de Tchékhov num teatro de São Petersburgo. O mundo é doméstico; uma sala de ensaio. Lá fora, os o¿ciais do czar disparam contra o povo, que marcha para melhorar as suas condições de vida. é janeiro de 1905 e, no inverno, a margem do Neva é impossível de imaginar. Mas é possível imaginar uma mesa e a família sentada a falar de política, enquanto lá fora Pinochet manda os seus o¿ciais matar as pessoas que o querem derrubar. Escrevi Neva porque os últimos quarenta anos da história do Chile foram de¿nidos pela revolução falhada do governo socialista de Salvador Allende. Depois do golpe de Estado de 1973, os corpos também ¿utuaram por um rio, o rio Mapocho, no centro de Santiago. A partir desse momento, refugiámo-nos numa vida doméstica, enquanto lá fora acontecia tudo o que acontece numa guerra. (Do prefácio do autor, neste livro)
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A Cena
Teatro Nacional São João
de Valère Novarina
tradução e prefácio Isabel Morujão
ISAíAS ANIMAL: é verdade, ora diz-me lá, é mesmo verdade que a força que nos atrai e afasta nos faz ver o movimento amante do universo, e que quando estamos apaixonados encontramos num ápice o movimento estelar e a explosão asteróide - é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o universo, que cada parcela do universo é inteiramente magnetizada - é verdade, diz-me, é mesmo verdade que só o tempo explica a linguagem e que ele a expande em drama no espaço? é verdade, diz-me lá, é mesmo verdade que cada palavra poderia tornar-se um objeto, se Deus o quisesse? Aqui mesmo, no momento presente. é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o olhar que outro nos lança nos leva a ver, que o silêncio que outro nos empresta nos leva a falar? é verdade, diz-me, é mesmo verdade - é verdade que nesta peça tudo é verdade? Aqui mesmo no universo e no momento presente?
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Os Homens Morrem As Mulheres Sobrevivem
Teatro Nacional São João
de Arnold Wesker
tradução e prefácio de Fátima Vieira
Peça sobre as expectativas impossíveis do amor, "essa loucura ardente", Os Homens Morrem As Mulheres Sobrevivem (1990) questiona os falhanços amorosos de três casais sob as perspetivas feminina e masculina. Minerva, Mischa e Claire reúnem-se num jantar regado a "vinho e escárnio" para falar de homens. São os fantasmas das relações com Montcrieff, Leo e Vincent o que as assombra, até que a revelação de uma inesperada traição eclode. Arnold Wesker dá protagonismo às mulheres e aos seus momentos de partilha, enquanto reserva aos homens, representados por um só ator, "pseudodiálogos" com personagens imaginadas ou fora de cena. Tanto elas como eles veiculam traços autobiográficos de Wesker, sobretudo o dilema que o atormentou: a dupla identidade nacional (britânica) e cultural (judia). No final, o sentido do título aclara-se: as mulheres descobrem na sororidade o segredo da sua sobrevivência; aos homens, a quem não é dada a oportunidade de formar comunidade, só resta (metaforicamente) morrer.
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UBU
Teatro Nacional São João
de Alfred Jerry
tradução e notas de Luísa Costa Gomes
Dom Ubu: Oh! Oh! Oh! E então, já acabaste? Agora começo eu: torção do nariz, arrancanço dos cabelos, penetração do pauzinho nas onelhas, extracção do cérebro pelos calcanhares, laceração do traseiro, supressão parcial ou mesmo total da espinal medula (se ao menos assim se conseguisse tirar-lhe os espinhos do carácter), sem esquecer a abertura da bexiga natatória e por fim a grande degolação renovada de São João Baptista, tudo isto tirado das Santíssimas Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamento, organizado, corrigido e aperfeiçoado pelo aqui presente Mestre das Finanças! Convém-te assim, ó minha seresma? Tradução e notas Luísa Costa Gomes.
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O Pelicano
Teatro Nacional São João
de August Strindberg
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
"Sede bem-vindos à vossa nova casa/ Mas não exijais nada de novo." Em 1907, com O Pelicano, Strindberg inaugura o Teatro Íntimo, essa "câmara propícia às confidências", para melhor dar a ver o que sempre o moveu: "A velha lenda da vida/ Em todas as suas faces e também em seus horrores/ O bem e o mal, a grandeza e a mesquinhez/ Intimamente." Em O Pelicano, assistimos à decomposição sem remédio de uma família, onde a exposição das mentiras e a queda das máscaras que a assombraram se revelam como prenúncio da catástrofe final. As personagens são exemplares trágicos de uma "ilusão útil", de uma espécie invertida de sonambulismo que lhes escancara a realidade, mas do qual não querem acordar Os Sonâmbulos foi o título de trabalho desta peça. É pelo fora de cena que a tragédia se insinua: ouvem-se gritos, uivos, vento, chuva, portas e janelas a bater, e música. Os três trechos musicais escolhidos por Strindberg para abrir cada "acto" pontuam a progressiva desesperança de salvação.
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Despesas de Representação
Teatro Nacional São João
Despesas de Representação Ditos e Escritos (1975-2025)
de Ricardo Pais
organização editorial Pedro Sobrado
"Numa das minhas recentes insónias, estive a ler sobre o nada e sobre o infinito", confessa Ricardo Pais na Conferência Improvisada, publicada no Manual de Leitura de al mada nada, em 2014. Do nada ao infinito, cabem cinquenta anos de intensa criação artística e um vastíssimo conjunto de documentos produzidos pelo encenador, que facilmente se converteria numa biblioteca com vários volumes. Despesas de Representação: Ditos e Escritos (1975-2025) propõe, num só livro, uma criteriosa seleção de textos e entrevistas, até agora dispersos ou mesmo indisponíveis, cujo valor excede a circunstância que lhes deu origem. Com organização editorial de Pedro Sobrado, Despesas de Representação é uma tentativa de ordenar esse incomensurável legado, reconstituindo não só o pensamento de um dos nossos mais ousados e instigantes criadores cénicos, mas também um capítulo importante da história teatral dos últimos 50 anos. "Ler até tresler é parte da nossa profissão", diz uma das atrizes de Madame, de Maria Velho da Costa, que Ricardo Pais encenou em 2000. Livros como este convidam a não menos do que isso: ler até tresler. Do nada ao infinito.
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A Morte de Danton
Teatro Nacional São João
de Georg Büchner
tradução, prefácio e notas de Francisco Luís Parreira
Mercier: Ouviste, Lacroix? A igualdade brande a sua foice por cima de todas as cabeças, escorre a lava da Revolução, a guilhotina republicaniza! As galerias aplaudem e os Romanos esfregam as mãos mas não dão conta de que cada um desses lemas é o estertor de uma vítima. Atentai nas vossas tiradas, agora que se fazem carne. Olhai em volta: isto é o que haveis dito. é a pantomima das vossas palavras. Estes desgraçados, mais os verdugos e a guilhotina, são as vossas arengas depois de ganharem vida. Haveis erguido os vossos sistemas como Bajazet as suas pirâmides: com cabeças humanas. Danton: Tens razão. Hoje tudo é feito com carne humana. é a maldição da nossa época. Agora também o meu corpo vai ser aproveitado.
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Otelo
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de Daniel Jonas
A Tragédia de Otelo, o Mouro de Veneza é, muito possivelmente, uma peça sobre mulheres e sobre a condição feminina. As três mulheres, Desdémona, Emília e Bianca, sofrem, às mãos das três principais personagens masculinas com que emparceiram, um ciclo de maus-tratos, físicos e psicológicos. Pertencem a três estratos sociais diferentes e a três estratos de tristeza diferentes. Tradução e prefácio Daniel Jonas
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Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos
Teatro Nacional São João
de Tom Stoppard
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Rosencrantz e Guildenstern, personagens secundárias no Hamlet de Shakespeare, passam a personagens centrais na peça de Tom Stoppard; centrais e, quase que abusivamente, sempre presentes em cena, sem deixarem, ainda assim, de ser secundárias, subalternas, derivadas. é este o jogo e o gozo da escrita teatral de Stoppard. Gozo que não terá sido totalmente puro e inocente, antes contendo uma certa dose de maldade, talvez a necessária para que o jovem escritor tinha 29 anos em 1966, quando a peça se estreou se pudesse afirmar face ao dramaturgo dos dramaturgos. Do prefácio, João Paulo Esteves da Silva
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O Balcão
Teatro Nacional São João
de Jean Genet
tradução e prefácio de Regina Guimarães
Chantal: Eles só sabem lutar e tu só sabes amar-me. é o papel que aprendeste a interpretar. Mas comigo é diferente. Para alguma coisa o bordel me serviu, pois que me ensinou a arte de representar e de fingir. Tive de interpretar tantos papéis que os conheço quase todos. E tive tantos partenaires Roger: Chantal! Chantal: E alguns tão sabidos e tão retorcidos, tão eloquentes, que a minha ciência, a minha manha, a minha eloquência são incomparáveis. Posso tratar por tu a Rainha, o Herói, o Juiz, o Bispo, o General, a Tropa heróica e enganá-los. Roger: Conheces todos os papéis, não conheces?
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