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Conclusão
Lançamento de Livro | 2026 | CARAVANA
|
Teatro Nacional São João
|
Salão Nobre TNSJ
|
sexta-feira | 18 set 2026 | 19:00
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UBU
Teatro Nacional São João
de Alfred Jerry
tradução e notas de Luísa Costa Gomes
Dom Ubu: Oh! Oh! Oh! E então, já acabaste? Agora começo eu: torção do nariz, arrancanço dos cabelos, penetração do pauzinho nas onelhas, extracção do cérebro pelos calcanhares, laceração do traseiro, supressão parcial ou mesmo total da espinal medula (se ao menos assim se conseguisse tirar-lhe os espinhos do carácter), sem esquecer a abertura da bexiga natatória e por fim a grande degolação renovada de São João Baptista, tudo isto tirado das Santíssimas Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamento, organizado, corrigido e aperfeiçoado pelo aqui presente Mestre das Finanças! Convém-te assim, ó minha seresma? Tradução e notas Luísa Costa Gomes.
UBU -
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As Bruxas de Salém
Teatro Nacional São João
de Arthur Miller
tradução e prefácio de Fernando Villas-Boas
posfácio de Arthur Miller
"As Bruxas de Salém foi um acto de desespero." Nestas palavras, Arthur Miller sinaliza o paralelo que com esta peça quis traçar entre dois períodos negros de caça às bruxas na América: o do julgamento de homens e mulheres acusados de bruxaria na pequena comunidade de Salém, em 1692, e o do macarthismo, nos anos 1950, de que também foi vítima. Do seu epicentro um fascínio primevo pela paranóia, que sacrifica indivíduos na sua fúria colectiva alastra o medo, a força que a atravessa. A angústia das personagens sobrevém de não terem palavras para dizer a sua verdade, até mesmo na mais pura intimidade. A honra e o nome incandescem na prova de fogo do processo judicial: "Como posso eu viver sem o meu nome?", pergunta John Proctor. Puritanismo, manipulação política, vingança privada, delação, culpa achas que ardem no cadinho desta peça.
As Bruxas de Salém -
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O Teatro Eurasiático
Teatro Nacional São João
de Nicola Savarese
tradução de Ana Isabel Soares; prefácio de Francisco Luís Parreira
"O teatro eurasiático não é o teatro das estepes da Ásia Central: diz respeito a uma região do saber teatral, na qual as iridescentes tradições dos teatros clássicos da Ásia o Nô, o Kabuki, as danças da Índia e de Bali, a Ópera de Pequim se entretecem com as tradições do teatro europeu e ocidental. Por conseguinte, é um território onde Eurípides, Kalidasa, Shakespeare, Zeami,
a Poética de Aristóteles e o Nätyashastra indiano convergem nos limites de um único património de sabedorias teatrais. Este território tornou-se explícito no século xx, ainda que as relações, as trocas, os mal-entendidos mais ou menos fecundos entre o Oriente e o Ocidente no campo do teatro e das práticas cénicas remontem à Antiguidade: é, de facto, no século xx que o teatro eurasiático encontra eco mais amplo nos contextos, primeiro, do colonialismo e das suas tendências exóticas e, depois, do multiculturalismo. O presente livro [] dedica-se à retrospectiva do teatro eurasiático no século xx europeu, em que homens do teatro como Craig, Meyerhold, Artaud, Brecht, Grotowski, Brook e Barba extraíram das culturas asiáticas alguns dos estímulos mais profundos para as suas práticas e teorias."
Nicola Savarese
Nicola Savarese
O Teatro Eurasiático -
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O Barrete de Guizos e Outras Peças
Teatro Nacional São João
de Luigi Pirandello
tradução e prefácio de Simão do Vale Africano
Luigi Pirandello nasceu em Agrigento, pequena cidade siciliana, tendo um conhecimento íntimo e próximo das pessoas que habitavam aquele interior pouco povoado e árido. A maneira como constrói os personagens a partir da sua própria concepção da língua é, para mim, o factor mais interessante, de entre vários, da sua obra. (...) Os heróis de Pirandello não têm capa, nem espada, muito menos armadura, são frágeis, têm muitas vezes uma necessidade quase educada de se expressarem. São pessoas "possíveis", por vezes feias ou velhas, que se deparam constantemente com a vida como quem se depara com uma ironia. Esta, chamemos-lhe de forma simplória, simplicidade caracterial é uma força comunicacional à qual o autor se agarra com avidez. (Do prefácio)
O Barrete de Guizos e Outras Peças -
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Otelo
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução e prefácio de Daniel Jonas
A Tragédia de Otelo, o Mouro de Veneza é, muito possivelmente, uma peça sobre mulheres e sobre a condição feminina. As três mulheres, Desdémona, Emília e Bianca, sofrem, às mãos das três principais personagens masculinas com que emparceiram, um ciclo de maus-tratos, físicos e psicológicos. Pertencem a três estratos sociais diferentes e a três estratos de tristeza diferentes. Tradução e prefácio Daniel Jonas
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Olhai a Neve a Cair
Teatro Nacional São João
de Roger Grenier
Tradução de Manuel Freitas e Prefácio de Pedro Mexia
"Um solitário gregário, um altruísta frio, um preguiçoso prolífico, um sujeito grave e ligeiro, muito engraçado e infinitamente triste. Assim descreve Roger Grenier o dramaturgo e contista Anton Tchékhov. E talvez essa capacidade negativa de ser como toda a gente explique a extraordinária empatia dos textos de Tchékhov, a extraordinária facilidade que ele tinha em imaginar vidas como a sua, sem grandes feitos nem grandes torpezas. Este ensaio biográfico em impressões é um livro inatacável no modo como dialoga com os contos e as peças, com os testemunhos de contemporâneos e também com o Tchékhov escritor de cartas. é conhecida a última frase de Tchékhov, ponderosa e em alemão, Ich sterbe, eu morro; mas Grenier lembra-nos que essa terá sido a penúltima frase. E que Tchékhov, de copo na mão, acrescentou: Há tanto tempo que não bebia champanhe. Como se fosse o fim de uma história engraçada e triste." Pedro Mexia, do prefácio A biografia literária de um dos renovadores do teatro moderno e contemporâneo: elementar, impressiva, despudoradamente rendida ao prazer infundido pela obra de Tchékhov
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Airbnb & Nuvens
Teatro Nacional São João
de Luísa Costa Gomes
A peça é um palimpsesto. Arqueologicamente, a camada mais antiga é muito antiga, composta a partir das ruínas de projectos imaginados nos idos de noventa, inseridos, reconfigurados e rescritos em 2015 na intriga do elevador. Naquele tempo, vivíamos o regime do terror da dívida e estávamos bastante empenhorados. O mote era a fatalidade do empreendedorismo para os pobres e do conluio com o Estado para as empresas com poder de alavanca. Em 2019, a realidade objectiva das penhoras não melhorara muito, em alguns casos até se agravara (sobretudo em questões de dívidas pequenas no crédito ao consumo), mas não estava já no centro do pesadelo. O centro era uma almofada de nuvens e o airbnb.
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Elogio do Teatro
Teatro Nacional São João
de Alain Badiou com Nicolas Truong
Tradução, prefácio e notas Edmundo Cordeiro
"O teatro foi sempre violentamente atacado: há milénios que o teatro está sob suspeita, é objecto de interdição pelas igrejas, atacado por filósofos célebres como Nietzsche ou Platão, considerado por autoridades diversas como susceptível de actividade subversiva ou crítica. Esteve ligado à maior parte dos grandes empreendimentos revolucionários, que muitas vezes criaram um teatro no decorrer da sua existência. Ele está instalado, mas de uma maneira que convém proteger e amplificar. [] Temos inevitavelmente de regressar à distinção [] entre o domínio da arte, invenção de formas novas adequadas a um distanciamento em relação àquilo que nos domina, e o domínio do divertimento, que é uma parte constitutiva da propaganda dominante. O teatro exige que se active fortemente esta distinção. Porque ele é, como proclama Mallarmé, uma arte superior."
Alain Badiou
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Um Plano do Labirinto
Teatro Nacional São João
"As coisas regressam, o nosso olhar nunca as esgota." Como num palimpsesto, Um Plano do Labirinto tece uma trama em duas partes que revela a "atribulada, falaciosa e confusa" relação entre os portugueses e os povos africanos durante os descobrimentos, a colonização e a actualidade, atravessada pelo arco de uma história de amor que dela é herdeira funesta. As sete cenas da primeira parte e os solilóquios da segunda levam-nos numa aventura por vários registos de linguagem: coloquial, erudita, epocal e de outras línguas, sobretudo o quimbundo. São dois, na verdade, os labirintos, indestrinçáveis: o labirinto da linguagem expõe o trauma do labirinto histórico e político da identidade dos portugueses e dos africanos que com estes se cruzaram, do século XVI ao XXI, da foz do rio Cuanza às ruas da Cova da Moura. A linguagem manifesta-se, afinal, como instrumento no "exercício da violência, do poder, da incompreensão mútua, da agonia entre mundividências."
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O Pelicano
Teatro Nacional São João
de August Strindberg
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
"Sede bem-vindos à vossa nova casa/ Mas não exijais nada de novo." Em 1907, com O Pelicano, Strindberg inaugura o Teatro Íntimo, essa "câmara propícia às confidências", para melhor dar a ver o que sempre o moveu: "A velha lenda da vida/ Em todas as suas faces e também em seus horrores/ O bem e o mal, a grandeza e a mesquinhez/ Intimamente." Em O Pelicano, assistimos à decomposição sem remédio de uma família, onde a exposição das mentiras e a queda das máscaras que a assombraram se revelam como prenúncio da catástrofe final. As personagens são exemplares trágicos de uma "ilusão útil", de uma espécie invertida de sonambulismo que lhes escancara a realidade, mas do qual não querem acordar Os Sonâmbulos foi o título de trabalho desta peça. É pelo fora de cena que a tragédia se insinua: ouvem-se gritos, uivos, vento, chuva, portas e janelas a bater, e música. Os três trechos musicais escolhidos por Strindberg para abrir cada "acto" pontuam a progressiva desesperança de salvação.
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Palco Assombrado
Teatro Nacional São João
de Marvin Carlson
Tradução de Paulo Faria e Prefácio de Regina Guimarães
"Entre os estudiosos de Ibsen é habitual dizer-se que todas as peças dele se poderiam intitular Os Espectros. [] Podemos alargar esta observação, dizendo que todas as peças de teatro se poderiam intitular Os Espectros, já que um dos aspectos universais do teatro, tanto no Oriente como no Ocidente, é o seu carácter fantasmagórico, o sentimento de retorno, a impressão inquietante mas inescapável, exercida sobre os espectadores, de que esta-mos a ver o que já vimos antes. [] Todas as culturas teatrais reconheceram este cariz espectral, este sentimento de que algo regressa no teatro, e, como tal, as relações entre teatro e memória cultural são profundas e complexas. Assim como podemos dizer que todas as peças de teatro mereceriam o título Os Espectros, com igual pertinência podemos afirmar que todas as peças constituem um jogo em torno da memória." marvin carlson O teatro é uma prática assombrada em todas as suas dimensões: texto, corpo, encenação, palco. Neste livro, vemos melhor como convivem tantos fantasmas na tradição dramática ocidental e oriental, e na memória dos espectadores.
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O Repúdio do Conhecimento
Teatro Nacional São João
de Stanley Cavell
Tradução de Alda Rodrigues Prefácio de Daniel Jonas
"Estamos perante uma antologia de ensaios shakespearianos de um não shakespeariano tornado uma autoridade entre shakespearianos. Cavell adverte à partida para a existência de uma distância cautelar entre filosofia e literatura. O diálogo que Cavell enceta com Shakespeare é, assim, o de um filósofo com um arguente filosoficamente pouco interpelável. A hibridez disciplinar de Cavell está na defesa de que Shakespeare não poderia ser quem é se a sua obra não convocasse as preocupações filosóficas mais profundas da sua cultura, e no seu objectivo de provar que a obra de Shakespeare exibe exemplarmente uma certa cartografia do cepticismo e que as suas peças parecem falar, fazem perguntas, testam a filosofia. Esta shakespeariana mostra-nos, com notável mestria, os caminhos tortuosos do conhecimento por via da dificuldade de reconhecimento. O ponto geral resulta de uma intuição importante: a incerteza sobre a existência do mundo externo é a doença do céptico, e essa é a doença de todas as personagens trágicas de Shakespeare, as quais descrevem uma rota particular de colisão ao colocarem em dúvida a sua existência e a existência dos outros nesse mundo." Daniel Jonas, do prefácio António e Cleópatra Rei Lear Otelo Coriolano Hamlet O Conto de Inverno Macbeth
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