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Visitas Guiadas TNSJ | 2026
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Teatro Nacional São João
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Sala Livre TNSJ
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quinta-feira | 29 out 2026 | 12:30
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Veja ainda:
UBU
Teatro Nacional São João
de Alfred Jerry
tradução e notas de Luísa Costa Gomes
Dom Ubu: Oh! Oh! Oh! E então, já acabaste? Agora começo eu: torção do nariz, arrancanço dos cabelos, penetração do pauzinho nas onelhas, extracção do cérebro pelos calcanhares, laceração do traseiro, supressão parcial ou mesmo total da espinal medula (se ao menos assim se conseguisse tirar-lhe os espinhos do carácter), sem esquecer a abertura da bexiga natatória e por fim a grande degolação renovada de São João Baptista, tudo isto tirado das Santíssimas Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamento, organizado, corrigido e aperfeiçoado pelo aqui presente Mestre das Finanças! Convém-te assim, ó minha seresma? Tradução e notas Luísa Costa Gomes.
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Despesas de Representação
Teatro Nacional São João
Despesas de Representação Ditos e Escritos (1975-2025)
de Ricardo Pais
organização editorial Pedro Sobrado
"Numa das minhas recentes insónias, estive a ler sobre o nada e sobre o infinito", confessa Ricardo Pais na Conferência Improvisada, publicada no Manual de Leitura de al mada nada, em 2014. Do nada ao infinito, cabem cinquenta anos de intensa criação artística e um vastíssimo conjunto de documentos produzidos pelo encenador, que facilmente se converteria numa biblioteca com vários volumes. Despesas de Representação: Ditos e Escritos (1975-2025) propõe, num só livro, uma criteriosa seleção de textos e entrevistas, até agora dispersos ou mesmo indisponíveis, cujo valor excede a circunstância que lhes deu origem. Com organização editorial de Pedro Sobrado, Despesas de Representação é uma tentativa de ordenar esse incomensurável legado, reconstituindo não só o pensamento de um dos nossos mais ousados e instigantes criadores cénicos, mas também um capítulo importante da história teatral dos últimos 50 anos. "Ler até tresler é parte da nossa profissão", diz uma das atrizes de Madame, de Maria Velho da Costa, que Ricardo Pais encenou em 2000. Livros como este convidam a não menos do que isso: ler até tresler. Do nada ao infinito.
Despesas de Representação -
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A Cena
Teatro Nacional São João
de Valère Novarina
tradução e prefácio Isabel Morujão
ISAíAS ANIMAL: é verdade, ora diz-me lá, é mesmo verdade que a força que nos atrai e afasta nos faz ver o movimento amante do universo, e que quando estamos apaixonados encontramos num ápice o movimento estelar e a explosão asteróide - é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o universo, que cada parcela do universo é inteiramente magnetizada - é verdade, diz-me, é mesmo verdade que só o tempo explica a linguagem e que ele a expande em drama no espaço? é verdade, diz-me lá, é mesmo verdade que cada palavra poderia tornar-se um objeto, se Deus o quisesse? Aqui mesmo, no momento presente. é verdade, ora diz-me, é mesmo verdade que o olhar que outro nos lança nos leva a ver, que o silêncio que outro nos empresta nos leva a falar? é verdade, diz-me, é mesmo verdade - é verdade que nesta peça tudo é verdade? Aqui mesmo no universo e no momento presente?
A Cena -
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Enciclopédia Mínima: Uma Antologia de Cem Textos
Teatro Nacional São João
Cadernos do Centenário / 6
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Os Nossos Dias Poucos e Desalmados
Teatro Nacional São João
de Mark O'Rowe
tradução Francisco Luís Parreira
Paddy: Porque é que tás a fazer isto? Hughie: Uma cena que aprendi hoje, Paddy. (Pega na mala e numa lata de cerveja, olha pela janela, depois na direcção da porta.) Uma cena que tu ajudaste a ensinar. Paddy: O quê? Hughie: Tu e a cota. (Abre a porta. Virase para Paddy.) Um gajo faz aquilo que lhe convém Paddy: Hughie Hughie: desde que depois se aguente à bronca. Tá certo ou não?
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As Três Irmãs
Teatro Nacional São João
de Anton Tchékhov
tradução de António Pescada
As personagens do teatro de Tchékhov são criaturas sonhadoras, distraídas. Elas são inteligentes e vemos todo o tipo de pensamento e de emoções assaltarem-nas, e abandonarem-nas depois. São pessoas da província que reflectiram durante anos. Asfixiam lentamente. Esmagadas pela sua vida actual, profetizam dias melhores para as gerações que virão a seguir. Evocam o amanhã com um lirismo comovente. Mas o pessimismo prevalece. Se a vida não tem sentido, ela não passa "de uma farsa de colegiais" (As Três Irmãs). Na mesma peça, Tuzenbakh ironiza: "O sentido? Reparai, olhai a neve a cair, que sentido tem isso?"
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Noite de Reis ou Como Lhe Queiram Chamar
Teatro Nacional São João
de William Shakespeare
tradução, prefácio e notas de António M. Feijó
Uma rapariga disfarça-se de pajem e intercede, junto de uma mulher, em nome de um homem.
A este nó central enreda-se um entrecho secundário, dramatizando-se assim uma teia de deliberados logros sobre a circulação do desejo. Shakespeare tece esta comédia sob uma "luz terna e lenta", mas não esconde linhas de sombra, que tanto sublinham a "sexualidade cansada" das suas personagens como a indecidibilidade da verdade. Diz o bobo: "A verdade não a posso expor sem palavras, e as palavras tornaram-se de tal modo falsas, que me repugna travar-me de razões com elas." Peça contemporânea de Hamlet, Noite de Reis faz da sua "imponderabilidade mozartiana" um contraponto à natureza sanguínea das grandes tragédias do autor. A tradução, originalmente feita para a encenação de Ricardo Pais, é de António M. Feijó, que a reviu para esta edição.
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As Bruxas de Salém
Teatro Nacional São João
de Arthur Miller
tradução e prefácio de Fernando Villas-Boas
posfácio de Arthur Miller
"As Bruxas de Salém foi um acto de desespero." Nestas palavras, Arthur Miller sinaliza o paralelo que com esta peça quis traçar entre dois períodos negros de caça às bruxas na América: o do julgamento de homens e mulheres acusados de bruxaria na pequena comunidade de Salém, em 1692, e o do macarthismo, nos anos 1950, de que também foi vítima. Do seu epicentro um fascínio primevo pela paranóia, que sacrifica indivíduos na sua fúria colectiva alastra o medo, a força que a atravessa. A angústia das personagens sobrevém de não terem palavras para dizer a sua verdade, até mesmo na mais pura intimidade. A honra e o nome incandescem na prova de fogo do processo judicial: "Como posso eu viver sem o meu nome?", pergunta John Proctor. Puritanismo, manipulação política, vingança privada, delação, culpa achas que ardem no cadinho desta peça.
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Falhar Melhor, A Vida de Samuel Beckett
Teatro Nacional São João
de James Knowlson
tradução de Fernando Villas-Boas
Tão esquivo à exposição pública quanto obsessivamente devotado à escrita, Samuel Beckett foi um dos maiores escritores do século xx. As suas peças transformaram para sempre aquilo em que o teatro viria a tornar-se. A sua vida, minuciosamente descrita neste livro, mostra como o homem se transformou no mito.
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O Grande Teatro do Mundo
Teatro Nacional São João
de Pedro Calderón de la Barca
tradução e notas de José Bento
prefácio de Guillermo Heras
Texto referencial de um género específico, o auto sacramental da Espanha seiscentista, esta é uma peça alegórica em um acto, sem estrutura temporal, de tema principalmente eucarístico, destinada a ser apresentada no dia do Corpo de Deus.
As personagens de O Grande Teatro do Mundo são, na sua maioria, de natureza simbólica, não lhes estando associada qualquer "construção psicológica". A ideia do mundo como uma contínua representação teatral ancora a sua essencialidade poética. Por detrás do veio ideológico/eclesiástico que a estrutura, e de uma fina análise de classes, sobressai o fulgor da poética calderoniana. A luxúria das suas metáforas e metonímias e o ritmo interno da versificação revelam um oratório cuja proposta é eminentemente lírica. Reconhecido divulgador da poesia espanhola clássica e contemporânea, o poeta José Bento (1932-2019) assina a tradução.
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Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos
Teatro Nacional São João
de Tom Stoppard
tradução e prefácio de João Paulo Esteves da Silva
Rosencrantz e Guildenstern, personagens secundárias no Hamlet de Shakespeare, passam a personagens centrais na peça de Tom Stoppard; centrais e, quase que abusivamente, sempre presentes em cena, sem deixarem, ainda assim, de ser secundárias, subalternas, derivadas. é este o jogo e o gozo da escrita teatral de Stoppard. Gozo que não terá sido totalmente puro e inocente, antes contendo uma certa dose de maldade, talvez a necessária para que o jovem escritor tinha 29 anos em 1966, quando a peça se estreou se pudesse afirmar face ao dramaturgo dos dramaturgos. Do prefácio, João Paulo Esteves da Silva
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Olhai a Neve a Cair
Teatro Nacional São João
de Roger Grenier
Tradução de Manuel Freitas e Prefácio de Pedro Mexia
"Um solitário gregário, um altruísta frio, um preguiçoso prolífico, um sujeito grave e ligeiro, muito engraçado e infinitamente triste. Assim descreve Roger Grenier o dramaturgo e contista Anton Tchékhov. E talvez essa capacidade negativa de ser como toda a gente explique a extraordinária empatia dos textos de Tchékhov, a extraordinária facilidade que ele tinha em imaginar vidas como a sua, sem grandes feitos nem grandes torpezas. Este ensaio biográfico em impressões é um livro inatacável no modo como dialoga com os contos e as peças, com os testemunhos de contemporâneos e também com o Tchékhov escritor de cartas. é conhecida a última frase de Tchékhov, ponderosa e em alemão, Ich sterbe, eu morro; mas Grenier lembra-nos que essa terá sido a penúltima frase. E que Tchékhov, de copo na mão, acrescentou: Há tanto tempo que não bebia champanhe. Como se fosse o fim de uma história engraçada e triste." Pedro Mexia, do prefácio A biografia literária de um dos renovadores do teatro moderno e contemporâneo: elementar, impressiva, despudoradamente rendida ao prazer infundido pela obra de Tchékhov
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quinta-feira | 29 out 2026 | 12:30
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Visitas Guiadas TNSJ | 2026
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